A “Comissão Especial de Juristas” que prepara o anteprojeto do novo “Código Penal” pretende combater com mais doses de rigor os crimes contra os direitos autorais.
Segundo o site do Senado, a ideia é multar e punir com prisão de seis meses a dois anos “quem promover a reprodução pública ou publicação, por qualquer meio e com a intenção de lucro, de obra intelectual, fonograma (música gravada) ou videofonograma (associação entre música a imagem) sem autorização do autor, produtor ou representante”.
Atualmente, a punição para este tipo de delito fica entre três meses e um ano de reclusão, com a possibilidade de revogação da pena mediante ao pagamento de multa.
De acordo com a Agência Senado, esta comissão foi criada por determinação do ‘presidente do casa’, José Sarney, a partir de uma sugestão do senador Pedro Taques (PDT-MT).
Menos rigor para cópias destinadas ao uso pessoal
Os juristas entendem que não há delito “na reprodução de um único exemplar de obra intelectual ou fonograma, para uso privado e exclusivo de quem copiar, sem intuito de lucro direto ou indireto”. Com esta proposta será descriminaliza a cópia integral de uma obra para uso exclusivamente pessoal.
Desta forma, o estudante poderá copiar a íntegra de livros e materiais didáticos e o audiófilo – que desejar muito ter um CD, mas esbarrar nos preços elevados – poderá ter uma cópia do álbum original em sua coleção. Atualmente, o ato da cópia viola os direitos autorais e a pena para os condenados por tal conduta pode chegar a até quatro anos.
Mais rigor para a questão do plágio
Segundo o código atual, a punição o plagiador é prisão de três meses a um ano, ou multa. A ideia dos juristas para o novo código é punir a infração com pena de seis meses a dois anos. De acordo com a proposta dos juristas, o delito do plágio é “descrito como o ato de apresentar, utilizar ou reivindicar publicamente como própria obra ou trabalho intelectual de terceiros”.




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