Iranianos votaram nesta sexta-feira (4) no turno decisivo das eleições
parlamentares, em que os candidatos do líder supremo da república
islâmica, aiatolá Ali Khamenei, deverá obter uma retumbante vitória
sobre o presidente Mahmud Ahmadinejad, ambos conservadores linha-dura.
A maioria de Khamenei significará um último ano mais difícil para
Ahmadinejad em seu segundo e último mandato. Com reformistas em sua
maioria afastados do processo eleitoral e líderes da oposição sob prisão
domiciliar, o voto é puramente um teste da popularidade do sistema
clerical de Khamenei.
Sessenta e cinco de 290 assentos estão sendo disputados, já que
partidários de Khamenei receberem mais de 75% dos votos no primeiro
turno em março, conquistando a grande maioria das cadeiras.
As eleições não terão impacto na disputa nuclear do governo iraniano
com o Ocidente ou nas relações exteriores, que já seguem a orientação de
Khamenei, mas ampliarão sua influência nas eleições presidenciais em
2013.
Dentre os cinco candidatos que já asseguraram cadeiras no governo está Gholam-Ali Haddad Adel, aliado-chave de Khamenei e sogro de seu filho Mojtaba. Ele recebeu a maioria dos votos.
"Temos que esperar as facções serem formados antes de vermos o que acontece. Mas qualquer coisa que aconteça no próximo Parlamento não será um caminho fácil para ele (Ahmadinejad). Eu duvido que ele será muito feliz", afirmou o analista Mohammad Marandi, da Universidade de Teerã.
Khamenei apoiou rapidamente a reeleição de Ahmadinejad em 2009, rejeitando as alegações generalizadas da oposição de fraudes que mergulharam o país em um período de oito meses de protestos. No entanto, os dois líderes se distanciaram quando o presidente tentou minar o papel de liderança política do clero, segundo afirmam os críticos de Ahmadinejad.




0 comentários:
Postar um comentário